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O que é inovação disruptiva?

Inovar no mercado não é mais uma questão de escolha, mas de sobrevivência. Por isso que muitas empresas enxergam na inovação disruptiva um ponto crucial para aumentar sua competitividade e consequentemente atrair novos clientes. 

Isso porque a função principal da inovação disruptiva é mudar o comportamento dos consumidores por meio de seus produtos ou serviços. Na inovação disruptiva existe a apresentação de tecnologias que rompem com os padrões do mercado já estabelecidos. 

Originalidade e ineditismo são algumas das características  dos produtos e serviços que surgem a partir da inovação disruptiva. Aliás, inovar é necessário no mercado. 

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) reitera essa afirmação e mostrou que um em cada três empresários aponta a inovação como crucial na sustentabilidade das empresas. 

Mas como inovar da forma correta? E como a inovação disruptiva pode ajudar? Neste artigo vamos falar: 

  • O que é inovação disruptiva?; 
  • O que compõe a inovação disruptiva?; 
  • Quais as vantagens da inovação disruptiva?;
  • Qual a diferença entre inovação e inovação disruptiva?; 
  • Inovação disruptiva: quais empresas se utilizaram dela?; 

Se interessou pelo assunto? Siga em frente neste artigo e descubra como a inovação disruptiva pode ser um divisor de águas na sua empresa. 

O que é inovação disruptiva?

“Uma inovação disruptiva torna os produtos muito mais baratos e acessíveis, fazendo com que uma parte muito maior da população possa ter acesso a ela.” (Clayton M. Christensen) 

A inovação disruptiva é um termo criado pelo professor de Harvard Clayton M. Christensen. Ela foi popularizada em 1997 com o lançamento do livro de Christensen, “O Dilema do Inovador”. 

Trata-se de um fenômeno em que a inovação em produtos, serviços e tecnologias rompe com os padrões de mercado. Ou seja, ela acaba deixando de lado antigos padrões para seguir novas regras, valores, a partir daí um novo paradigma é criado. 

Outro ponto da inovação disruptiva é que ela surge com o objetivo de ampla disseminação no mercado. Isto quer dizer que suas principais características são: acessibilidade e conveniência.

Um bom exemplo de inovação disruptiva é a Netflix, que seguramente tornou as locadoras obsoletas e tomou conta do segmento. Oferecendo ao público em geral um acesso fácil, simples e barato. 

O que compõe a inovação disruptiva? 

A inovação disruptiva tem como pilares a acessibilidade, conveniência e simplicidade, como explicaremos abaixo, com base na teoria de inovação do professor professor Christensen. Para se considerar dentro da inovação disruptiva é necessário: 

Ser acessível 

Uma das principais características da inovação disruptiva é que o produto ou serviço seja acessível. 

Pois, se é destinado a um pequeno grupo de pessoas, por mais que tenha uma evolução no produto, não há uma transformação no mercado, pois o produto ou serviço é restrito a um público específico. 

Ser conveniente 

Ser conveniente quer dizer que o produto ou serviço deve revolucionar o modo de viver da pessoa. Promovendo bem-estar e facilidade de acesso, suprindo, assim, qualquer problema ou necessidade que ela tenha. 

Ser simples

A simplicidade no produto e serviço é um das principais características da inovação disruptiva e que fecha os três pilares desse modelo. É necessário que as facilidades do seu design transforme os hábitos do consumidor. 

Por exemplo, se antes era necessário comprar um filme, colocar na máquina, revelar e torcer para ter dado certo, atualmente com um celular a pessoa tira a foto, vê na hora se ficou boa e depois pode até armazená-la na nuvem por tempo indeterminado. 

Ou seja, com a inovação disruptiva os processos se tornam mais fáceis e simples. 

Quais as vantagens da inovação disruptiva?

A inovação disruptiva proporciona às empresas inúmeras vantagens. Sem contar que 53% das pessoas admitem que gastariam mais por um produto inovador, revelou um estudo da Nielsen

Como dissemos no início desse texto, inovar não é mais uma questão de escolha, mas de sobrevivência. Confira algumas das principais vantagens da inovação disruptiva:

  • Competitividade no mercado;
  • Atração de novos clientes;
  • Produtos mais acessíveis ao público e muitas vezes de baixo custo; 
  • Automatização de processos;
  • Redução de custos;

Qual a diferença entre inovação e inovação disruptiva?

A inovação busca sempre agregar algum tipo de valor ao produto ou serviço que a empresa oferece. Ela tenta mudar a empresa para outro patamar por meio de breves atualizações nos métodos ou processos que já existem. 

No mercado, a inovação com essas características é chamada de incremental. Até porque o objetivo dela é esse mesmo, incrementar, sem que a empresa precisa criar nada complexo ou arriscado. 

O Gmail é um bom exemplo da inovação incremental, já que com melhorias pontuais conseguiu atrair um grande público, mas sem “exterminar” outros serviços de e-mail no mercado. 

Contudo, na inovação disruptiva o processo é diferente. A proposta nesse caso é enterrar de vez os processos e modelos atuais para criar algo totalmente novo, criando um mercado que ainda não existe. 

A inovação disruptiva, diferente de outro modelo de inovação que não se preocupa com o valor do produto e serviço em questão, busca focar em algo mais barato e simples para atingir um público que antes não tinha acesso a esse serviço. 

A Netflix novamente pode ser citada como tecnologia disruptiva por ter substituído as locadoras, oferecendo ao público em geral um serviço acessível, com um valor fixo e onde as pessoas podem ver uma infinidade de filmes e séries sem sair de casa. 

Não à toa hoje a empresa já conta com mais de 182 milhões de assinantes pelo mundo. 

Inovação disruptiva: quais empresas se utilizaram dela?

A inovação disruptiva não só tomou conta do mercado como impactou diretamente a forma como vivemos. 

Para você ter uma noção do quanto ela mudou as nossas vidas fizemos uma lista com alguns exemplos de empresas que se criaram a partir dela e que hoje atingem milhões de pessoas e consequententemente mudaram muitos hábitos de consumo. 

Netflix 

A Netflix é um dos principais exemplos de sucesso com inovação disruptiva. 

A empresa foi criada em 1997 com um serviço de entrega de DVDs pelo correio. A empresa evoluiu e se tornou um streaming de vídeos, lançando em 2013 sua primeira websérie House Of Cards. 

Ela acabou substituindo de vez as locadoras e por um preço acessível, onde o usuário paga um valor fixo e pode assistir milhares de filmes e séries de onde estiver. 

Spotify 

A geração atual imagina uma realidade sem Spotify? Pois, saiba que durante muito tempo só era possível ouvir a música que você gosta comprando o CD do artista. CDs ainda existem, mas o Spotify de fato tomou conta desse mercado. 

Atualmente são mais de 299 milhões de assinantes que se aproveitam da inovação disruptiva da empresa com um streaming de músicas acessível, barato e que oferece milhões de músicas, podcasts e etc. 

Muitos artistas inclusive lançam o álbum direto no Spotify e os assinantes não precisam pagar nada a mais do que sua mensalidade para ouvir os lançamentos. CDs atualmente se tornaram algo como “item de colecionador”. 

WhatsApp 

Mais de 2 bilhões de usuários no mundo, o WhatsApp assumiu um posto de enviar mensagens que antes era dominado pelo SMS. Com um serviço rápido, prático e um aplicativo que pode ser instalado gratuitamente no celular. 

Sem contar que ao longo dos anos o aplicativo evoluiu tanto que hoje já permite até realizar chamadas tradicionais, se tornando uma das principais formas de comunicação para quem possui celular. 

NuBank

Em pouco tempo o NuBank viu o conceito de banco digital tomar conta do mercado. 

Com uma conta que pode ser gerenciada por aplicativo de celular e, totalmente digital, a pessoa não tem mais a necessidade de se deslocar ao banco para realizar pagamentos, transferências e muitos outros serviços. 

Outra inovação, no caso do NuBank foi a exclusão do pagamento da anuidade, uma vez que há uma economia da empresa com agências e contratação de funcionários. 

Empresas de fotografia 

Compra um filme, tira a foto, manda revelar, esse era o processo de quem queria registrar um momento especial antigamente. Sem contar, que você nunca tinha certeza de como a foto tinha saído, só após ela ser revelada. 

Em 1975 a Kodak, que também inventou o filme fotográfico, apresentou um protótipo da câmera digital. Uma tecnologia disruptiva que tornou os filmes obsoletos e que os fez sumir do mapa posteriormente. 

Tempos depois as empresas de celulares apresentaram modelos com câmeras integradas, que vieram substituir as antigas câmeras digitais. Trazendo praticidade aos consumidores de forma inovadora. 

Ser inovador é questão de sobrevivência

No Brasil apenas 33,6% das empresas são inovadoras, segundo dados do IBGE. Na contramão desse número vemos que quem não inova fica para trás podendo até colocar a própria empresa no caminho do fracasso. 

Entretanto, quem busca se arriscar, por meio da tecnologia disruptiva, vislumbra um cenário mais promissor. Mesmo que a passos curtos de início, a inovação disruptiva é que pode colocar a empresa em outro patamar. 

Já falamos sobre o tema no nosso artigo sobre gestão inovadora, saiba mais clicando aqui

É claro que tudo precisa ser bem planejado, avaliando as possibilidades de mercado, o nicho, o público e a viabilidade financeira. Quem quer ser competitivo atualmente não pode abrir mão da inovação. 

Porque além de assim poder competir de igual para igual com seu concorrente, ou até mesmo superá-lo, é possível visualizar melhor as necessidades e o que pode satisfazer o cliente do seu setor. 

Gostou do nosso artigo? Já aplica a inovação disruptiva nos seus produtos e serviços? Deixe um comentário nesse post e conte para nós.  

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