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Economia circular: conceito e benefícios desse novo modelo de negócio

O conceito de economia circular tem ganhado força dia após dia em sites de negócios e na mídia de forma geral. Esse novo modelo de atuação das empresas em relação a produção e consumo está atraindo muitos empresários de pequeno, médio e grande porte e companhias que o aderem, ganham credibilidade no mercado.
Além disso, é encarado de forma positiva pela sociedade em geral, o que gera mais engajamento e aumento da fidelidade da marca com os consumidores. Mas afinal, o que é economia circular?
Se você já ouviu falar nesse assunto, mas não entende bem sobre o que se trata, aproveite esse texto! Pois, o nosso artigo de hoje reunirá as principais informações sobre o tema, a saber:
Viu só como o tema é interessante! Assim, aprenda tudo sobre a economia circular agora! Continue conosco e boa leitura!
A economia circular pode ser definida como um novo modelo econômico que visa reduzir a extração de matéria-prima para a criação de produtos, bem como a redução de descarte de resíduos na natureza.
Esse modelo é uma espécie de ciência dentro do mundo empresarial/industrial. Ela se baseia na premissa de que não existe verdadeiramente “lixo”. Assim, todos os resíduos podem e devem ser reutilizados.
Dessa forma, os designs dos produtos, seu transporte, uso e descarte precisam ser administrados de forma a gerar o menor impacto possível na natureza e no meio ambiente.
É interessante pensar nisso sob a perspectiva dos 3 R ‘s: reduzir, reutilizar e reciclar. Ou seja, esse modelo de economia visa ajudar as empresas e a sociedade em geral a repensar a forma de consumo e mesmo da produção de lixo.
Vamos a um exemplo prático: quando compramos uma lasanha congelada, você já notou quantas embalagens vem junto com o alimento? Após o descarte desse “lixo” para onde ele vai após sair da sua casa ou prédio?
Essa é uma das reflexões propostas pela economia circular. Será possível produzir produtos com menos quantidade de embalagens? 
Como produzir menos lixo em uma sociedade cada vez mais tecnológica e consumista? Além disso, como crescer e melhorar empresas em meio a tantas questões? Veja algumas sugestões de melhorias e sustentabilidade agora!
Acima falamos um pouquinho sobre a proposta da economia circular. Você deve ter percebido que ela surge como uma alternativa que temos atualmente, chamada de economia linear.
A economia linear tem sido amplamente utilizada e nós já estamos acostumados com ela. Desde a revolução industrial o consumo se tornou cada vez mais amplo e imediato. Infelizmente, a produção de lixo acompanhou essa tendência.
Assim, nosso consumo ocorre de forma linear, mais ou menos assim:
Porém, já sabemos que após o descarte um material não desaparece como por passe de mágica. 
Eles são enviados para lixões ou aterros sanitários. Para se ter uma ideia de quão problemático isso é, pense que existem atualmente no Brasil quase 3.000 aterros irregulares ou lixões. 
Assim, isso significa milhões de pessoas convivendo com o lixo, vetores e doenças! Com vistas a diminuição desse problema e de outros gerados por esse consumo exagerado, a economia circular propõe uma outra forma de consumo, que pode ser esquematizada da seguinte forma:
Dentre os impactos positivos da economia circular podemos citar como os principais: 
Sempre que falamos sobre a economia circular, vem à nossa mente um outro conceito igualmente relevante e que precisa ser mais difundido em nosso país. Ele é o tripé da sustentabilidade.
 Esse termo é originalmente chamado em inglês de “Triple Bottom Line” e foi criado por John Elkington, na década de 90. A partir desse conceito, uma empresa sustentável é aquela que atua em três dimensões:
Sob esse ponto de vista, percebemos que o tripé da sustentabilidade atua em conformidade com a economia circular. Ou seja: é necessário produzir e gerir empresas de forma mais consciente e repensar a forma de descarte dos resíduos.
Essas ideias, conceitos e pensamentos não estão surgindo agora. Elas vêm sendo difundidas e estudadas desde meados da década de 90. Porém, ganharam mais força e notoriedade por volta de 1997 na assinatura do Protocolo de Quioto.
Na última década, questões como o meio ambiente e a administração do lixo estão preocupando mais a sociedade. Afinal, as mudanças climáticas, os altíssimos índices de poluição e o aumento da população mundial preocupam as autoridades e ameaçam o planeta.
Já que, estudos afirmam que até 2050 haverá mais plásticos que peixes em nossos oceanos. Alguns cientistas já afirmam que em 100 anos não haverá mais vida humana na Terra se não repensarmos nossos hábitos. Para saber mais sobre isso, recomendamos o documentário “David Attenborough e Nosso Planeta”, disponível na Netflix. 
Para que isso não aconteça, vêm surgindo novos modelos que visam práticas mais sustentáveis e melhor aproveitamento de recursos naturais do planeta.
Tais modelos precisam ser encorajados e implementados o quanto antes, afinal, o planeta possui recursos limitados e eles estão se esgotando. 
Conforme você pode ver acima, a economia circular propõe que a produção de um produto, transporte, utilização e descarte sejam feitos de forma a causar o mínimo de impacto ao meio ambiente.
Isso significa que um resíduo (lixo) não irá para o lixão aguardar a sua decomposição (que pode demorar anos ou até mesmo séculos). A ideia é que ele seja recolhido e reutilizado, assim, o número de objetos descartados tendem a cair bastante.
A reciclagem é um tema complexo, mas que precisa ser debatido e incentivado. Muitas pessoas não sabem, mas existem milhões de famílias brasileiras que vivem graças à coleta de materiais recicláveis.
Porém, há poucas associações regulamentadas e que oferecem boas condições de trabalho a essas pessoas. Como exemplo, podemos citar a Asmare: Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Materiais Reaproveitáveis de Belo Horizonte.
Ela atua na formação e assistência dos coletores da capital mineira. Porém, é ainda uma das poucas entidades que visam esse tipo de serviço nacional. Na maioria do Brasil, as pessoas coletam os materiais recicláveis e os vendem para atravessadores.
Esses, por sua vez, pagam muito pouco pelo material recolhido e os vendem às indústrias. Sobre isso, nós acreditamos que é urgente repensar essa forma de recolhimento e venda desse tipo de produto. Como melhorias, sugerimos alguns pontos, tais como: 
Abaixo, confira alguns exemplos de empresas que já utilizam a economia circular na sua produção:
A marca de calçados Grendene lançou uma coleção da Rider 100% engajada na economia circular. Os calçados são veganos (sem nada de origem animal). 
Além disso, os produtos contam com 82% de seus compostos retirados de materiais recicláveis. Esses materiais são retirados da própria fábrica onde são produzidos e também de garrafas pet.
Isso significa menos lixo jogado fora, geração de emprego e renda e calçados com menor impacto ambiental. Muito massa, não é mesmo? 
A empresa HP (Hewlett-Packard) desde a década de 90 demonstra interesse na produção sustentável. Ela é adepta a fabricação de produtos com embalagens biodegradáveis e investe em estudos de produtos que podem ser reutilizados diversas vezes.
A HP é vista como uma das lideranças mundiais quando o assunto é estudos para implementação desse modelo econômico.
A gigante Apple também é muito atuante dentro da economia circular. Todas as suas lojas contam com o incentivo ao descarte correto de materiais recicláveis. Assim, elas recebem os seus aparelhos para que sejam reciclados.
Além disso, graças ao Apple Renew é possível entregar celulares antigos nas lojas, para adquirir crédito na compra de novos dispositivos. 
A Coca-Cola conta com o incentivo a utilização de garrafas retornáveis. Ela ainda atua em parceria com a Verallia (empresa que derrete os vidros usados em garrafas). Isso possibilita uma reciclagem de 100% dos resíduos.
Se você deseja entrar “nessa onda” e ajudar a sociedade com medidas simples, mas eficazes, confira algumas dicas: 
Nós já oferecemos um guia completo para a Adoção de um escritório sustentável + 7 dicas de implementação desse modelo. Sabemos que uma atitude pode parecer pouca coisa ou mesmo ineficiente.
Contudo, quando milhares ou milhões de pessoas buscam alternativas mais ecológicas e sustentáveis, todo o planeta ganha. Sobre isso, podemos citar o vegetarianismo e o veganismo. 
Essas correntes ideológicas e alimentares surgiram há muitos anos e estão ganhando força nos últimos 10 anos. 
Após alguns estudos que comprovam a eficácia de tais medidas com vistas ao meio ambiente e bem-estar animal, milhões de pessoas já aderiram a estes modos de vida.
Essa é uma pergunta recorrente, quando pensamos em mudanças de atitudes e/ou paradigmas. Porém, sabemos que nada ocorre da noite para o dia.
Por isso, é necessária a mudança individual em relação ao consumo. Além disso, precisamos cobrar de políticos e lideranças comunitárias uma postura mais condizente com a atual realidade de nosso planeta.
E você, acha que a economia circular é uma ideia viável? Se você curtiu esse artigo, compartilhe com os seus amigos e familiares nas suas redes sociais para que eles também aprendam sobre essa ideia revolucionária.
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